ENTRE A CONCEPÇÃO DE ALFABETIZAÇÃO E A PRÁTICA PEDAGÓGICA. O QUE FAZ A PROFESSORA?

Autores

  • Andhiara Leal Antunes Oliveira Abalf
  • Maria Elizabete Souza Couto UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ - UESC

DOI:

https://doi.org/10.47249/rba2022518

Palavras-chave:

Concepção de alfabetização. Prática de pedagógica. Alfabetização.

Resumo

Este trabalho é resultado de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida numa escola pública do extremo sul da Bahia, com uma professora e seus alunos na alfabetização, com o objetivo de identificar a concepção de alfabetização que fundamenta a prática da professora alfabetizadora e como se relaciona com a concepção das atividades desenvolvidas em sala de aula. Os dados foram coletados a partir de entrevista, observação das aulas de Língua Portuguesa e analisados a partir do Paradigma Indiciário. Foi possível perceber que a professora organizava sua prática pedagógica, nas aulas de Língua Portuguesa, ora pautada nos métodos, ora no paradigma construtivista, mas ainda precisa avançar nos elementos discursivos e argumentativos para que o texto favoreça ao aluno/leitor as aprendizagens das convenções da escrita.

Biografia do Autor

Maria Elizabete Souza Couto, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ - UESC

Possui graduação em Pedagogia pela Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna / FESPI (1991), Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Santa Cruz/Universidade Federal da Bahia - UFBA (1999) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (2005). Atualmente é estatutária - professora titular na Universidade Estadual de Santa Cruz, Professora credenciada no programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (PPGEM) e no Programa de pós-Graduação em Formação de Professores da Educação Básica (PPGE). Tem experiência na área de Educação, ensino, pesquisa e extensão com ênfase em formação e desenvolvimento profissional de professores, aprendizagem da docência, tecnologias educacionais educação a distância e alfabetização.

Referências

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. 3 ed. Brasília, 2001.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. 32 impr. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre. Artmed, 1999.

FERREIRO, Emília. O ingresso na escrita e nas culturas: seleção de textos de pesquisa. São Paulo: Cortez, 2013.

FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva. Métodos de Alfabetização, métodos de ensino e conteúdos de alfabetização: perspectivas históricas e desafios atuais. Revista do Centro de Educação, Santa Maria, RS. v. 32, n. 01, 10 p. 21- 40, jan./jun. 2007.

FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva. História da Alfabetização e da cultura escrita: discutindo a trajetória da pesquisa. In: MORTATTI, Maria do Rosário Longo. (Org.) Alfabetização no Brasil: uma história de sua história. 2. ed. São Paulo: UNESP, 2012.

FREIRE, Paulo. Educação como prática de liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.

GERALDI, João Wanderley. (Org) O texto na sala de aula: leitura e produção. Cascavel: Assoeste, 1984.

GINZURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais. Tradução de Frederico Corotti. São Paulo: Cia das Letras, 1989.

HONORATO, Tony. A Reforma Sampaio Dória: professores, poder e figurações. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 42, n. 4, p. 1279-1302, out./dez. 2017.

LOURENÇO FILHO, Manoel Bergström. Testes ABC: para a verificação da maturidade necessária à aprendizagem da leitura e da escrita. 13 ed. Brasília: INEP, 2008.

LURIA, Alexandre Romanovich. Pensamento e Linguagem: as últimas conferências de Luria. São Paulo: Artes Médicas, 1987.

MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 20ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

MORAIS, Arthur Gomes. A apropriação do sistema de escrita alfabética e o desenvolvimento de habilidades de reflexão fonológica. Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 39, n. 3, p. 175 - 192, set. 2004.

MORAIS, Arthur Gomes. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

MORAIS, Arthur Gomes; LEAL, Telma Ferraz; ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de (Org). Alfabetizar letrando na EJA: fundamentos teóricos e propostas didáticas. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.

MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Os sentidos da alfabetização: São Paulo: 1876-1994. São Paulo: UNESP, 2000.

SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita: alfabetização como processo discursivo. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 1989.

SOARES, Magda Becker. Alfabetização e letramento. 7. ed. São Paulo: Contexto, 2017a.

SOARES, Magda Becker. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2017b.

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto alegre: Artes médicas, 1998.

TEIXEIRA DE FREITAS. Proposta Curricular – Linguagem: 1º ano. Núcleo de Apoio Pedagógico aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Secretaria de Educação e Cultura. Teixeira de Freitas, 2013.

Publicado

2022-07-05

Como Citar

Leal Antunes Oliveira, A., & Souza Couto, M. E. . (2022). ENTRE A CONCEPÇÃO DE ALFABETIZAÇÃO E A PRÁTICA PEDAGÓGICA. O QUE FAZ A PROFESSORA?. Revista Brasileira De Alfabetização, (17). https://doi.org/10.47249/rba2022518

Edição

Seção

ARTIGOS