O PAPEL DA ESCOLA NA AMPLIAÇÃO DO REPERTÓRIO LINGUÍSTICO DAS CRIANÇAS DESDE A ALFABETIZAÇÃO

O EMPREGO DOS PRONOMES CLÍTICOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47249/rba2022566

Palavras-chave:

Aprendizagem da língua escrita, Pronomes Pessoais Clíticos/Oblíquos Átonos, Alfabetização, Variação Linguística

Resumo

O artigo apresenta a análise do emprego dos pronomes pessoais clíticos/oblíquos átonos em textos de crianças em alfabetização (2° e 3° anos do Ensino Fundamental). Questionamo-nos se o processo de aprendizagem do português possibilita a aprendizagem dos pronomes clíticos não adquiridos pela criança no processo de aquisição de linguagem. As análises evidenciaram que os clíticos se manifestam raramente na escrita das crianças. Quando comparamos estes dados com os dados encontrados por Martins et.al. (a sair), que analisaram o uso dos clíticos pronominais em textos de estudantes de 5° ano, vimos que houve um aumento no emprego dos pronomes clíticos. No entanto, este emprego precisa ser analisado à luz da mudança linguística ocorrida no sistema pronominal do Português Brasileiro.

Referências

AGOSTINHO, S. R. N.; COELHO, I. L. Concordância de 1ª pessoa do plural na escrita escolar. In: ZILLES, Ana Maria Stahl; FARACO, C. A. (Org.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. p. 79-120.

ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. 8. ed. São Paulo: Parábola, 2003.

BAGNO, M. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.

BAGNO, M. Não é errado falar assim! em defesa do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2009.

BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004.

BORTONI-RICARDO; OLIVEIRA, T. Corrigir ou não variantes não padrão na fala do aluno? In: BORTONI-RICARDO, S. M., MACHADO, V. R. (Orgs.). Os doze trabalhos de Hércules: do oral para o escrito. São Paulo: Parábola, p. 45-62, 2013.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2017.

BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Ministério da Educação. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: SEB/MEC, 2006.

BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Ministério de Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: primeiro e segundo ciclos do Ensino Fundamental – língua portuguesa. v. 1. Brasília: MEC/SEF, 1997.

BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Ministério de Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental – língua portuguesa. v. 1. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CAGLIARI, L. C. Alfabetização e linguística. São Paulo: Scipione, 2001.

CÂMARA JR., J. M. Estrutura da língua portuguesa. 33. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

CASAGRANDE, S. A Aquisição do objeto direto anafórico em Português Brasileiro. Dissertação de Mestrado, UFSC, 2007.

CASAGRANDE, S. A correlação entre aspecto e objeto no PB: uma análise sintático-aquisicionista . Tese de Doutorado, UNICAMP, 2010.

CASTILHO, A. T. de. A língua falada e o ensino de língua portuguesa. São Paulo: Contexto, 2000.

COELHO, I. L. et al. Para conhecer Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2015.

CYRINO, S. O objeto nulo no Português do Brasil: um estudo sintático-diacrônico. Tese de Doutorado, UNICAMP, Campinas, 1994.

CYRINO, S. O Objeto nulo no Português do Brasil. Londrina: UEL, 1997.

DUARTE, M. E. L. Sobre o ensino da gramática nos níveis fundamental e médio: Por que, quando e como?. Matraga, Rio de Janeiro, v.19, n. 30, jan/jun., p. 41-60, 2012

DUARTE, M. E. L. O papel da Sociolinguística na descrição da escrita contemporânea. In: MARTINS, M. A. e TAVARES, M. A. (Orgs). Contribuições da Sociolinguística e da Linguística Histórica para o Ensino de Língua Portuguesa, v. 5. Coleção Ciências da Linguagem Aplicadas ao Ensino. Natal: EDUFRN, 2013. pp 117-144.

DUARTE, M. E. L; SERRA, C. R. Gramática(s), Ensino de Português e “Adequação Linguística”. Matraga, Rio de Janeiro, v.22, n.36, jan/jun., p. 31-55, 2015.

DUARTE, M. E. L. ReVEL na Escola: sobre pronomes pessoais na fala e na escrita. ReVEL, vol. 16, n. 30, 2018. Disponível em: <http://www.revel.inf.br/files/ab187dd7d6ef4ffb52e090cf046f2be8.pdf>. Acesso em 22 de junho de 2019.

FARACO, C. A. Norma Culta Brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

FARACO, C. A. Pedagogia da variação linguística. Língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial

GERALDI, J. W. Linguagem e ensino: exercícios de militância. Campinas: Mercado de Letras, 1996.

GÖRSKI, E.; COELHO, I. Variação linguística e ensino de gramática. Working Papers Linguística. Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 73-91, jan./jun. 2009. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/viewFile/10749/12022. Acesso em: 15/08/2017.

KATO, M. A. A Gramática do Letrado: questões para a teoria gramatical. In.: MARQUES, M. A.; KOLLER, E.; TEIXEIRA, J.; LEMOS, A. S. (orgs). Ciências da Linguagem: trinta anos de investigação e ensino. Braga, CEHUM (U. do Minho), p. 131-145, 2005.

KATO, M. A. Aquisição e aprendizagem da língua materna: de um saber inconsciente para um saber metalinguístico. In.: CABRAL, L. G; MORAIS, J. (orgs). Investigando a Linguagem. Ensaios em homenagem a Leonor Scliar-Cabral. Florianópolis. Editora Mulheres, 1999. p. 201-221.

LIMA, M. D. A. O. O quadro pronominal: atividades lúdicas para o ensino de gramática e variação. IN: VIEIRA, Silvia Rodrigues (org.). Gramática, variação e ensino: diagnose e proposta pedagógica. Rio de Janeiro: UFRJ, 2017, p.107-143.

MARCUSCHI, L. A; DIONÍSIO, A. P. Fala e escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

MARTINS, M. A.; VIEIRA, S.R; TAVARES, M. A. (Orgs.) Ensino de Português e Sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2014.

MARTINS, M. A. et. al. Quais formas e estruturas obsoletas no português brasileiro a escola recupera? uma análise da escrita de alunos do Ensino Fundamental. a sair.

OLIVEIRA, M. A. de. Conhecimento linguístico e apropriação do sistema de escrita. Belo Horizonte: CEALE/FAE/UFMG, 2005.

ROCHA, R; MARTINS, C. Uso e ensino dos tempos e modos verbais numa perspectiva sociolinguística. In.: BORTONI-RICARDO, S.M. et.al. (org) Por que a escola não ensina gramática assim? São Paulo: Parábola, 2014. p. 181-203.

SIMÕES, L. J.; SOARES, S.M. Concordância nominal na fala infantil: implicações para a escola. In: ZILLES, A. M. S.; FARACO, C. A. et al. (orgs.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.

SOARES, M. Português na escola: história de uma disciplina curricular. In: BAGNO, M. (Org.). Linguística da norma. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.

VIEIRA, S. R. Contribuições dos estudos de fenômenos variáveis em continuum de gêneros textuais: para uma pedagogia da variação linguística. VIEIRA, S. R.; LIMA, M. D. (Org.). Variação, gêneros textuais e ensino de Português: da norma culta à norma-padrão. 1. ed. Rio de Janeiro: Letras UFRJ, 2019. p. 103-111.

Publicado

2022-07-05

Como Citar

Casagrande, S., Lisboa de Liz, L., & Gomes, M. V. (2022). O PAPEL DA ESCOLA NA AMPLIAÇÃO DO REPERTÓRIO LINGUÍSTICO DAS CRIANÇAS DESDE A ALFABETIZAÇÃO: O EMPREGO DOS PRONOMES CLÍTICOS. Revista Brasileira De Alfabetização, (17). https://doi.org/10.47249/rba2022566

Edição

Seção

ARTIGOS