ENTRE SÍLABAS E PALAVRAS: A ALFABETIZAÇÃO DAS CRIANÇAS NAS CARTILHAS DE JOÃO KÖPKE E THOMAZ GALHARDO
DOI:
https://doi.org/10.47249/rba20261068Palabras clave:
João Köpke, Thomaz Galhardo, Cartilhas, Métodos sintéticosResumen
O artigo analisa o emprego do método silábico a partir do estudo de três cartilhas de ampla circulação no Brasil do final do século XIX: Methodo rapido para aprender a ler (1874) e Methodo racional e rapido para aprender a ler sem soletrar (1879), de João Köpke, e a Cartilha da Infância (1887), de Thomaz Galhardo. Inseridos em uma nova geração de autores de livros escolares, Köpke e Galhardo contribuíram para a consolidação de uma profícua literatura destinada ao ensino da leitura, cuja difusão relaciona-se tanto à emergência de um mercado editorial nacional voltado ao livro didático quanto à adequação de suas propostas à organização do ensino primário. O estudo tem como objetivo identificar aproximações e especificidades metodológicas entre as cartilhas analisadas, considerando sua materialidade, organização dos conteúdos e as práticas de leitura que buscavam instaurar. Ancorada na História da Educação e na História Cultural, a análise compreende os impressos escolares como artefatos culturais vinculados a projetos de escolarização da infância e a um ideário civilizador associado ao modelo educacional republicano. Argumenta-se que o método silábico, longe de constituir apenas uma técnica de ensino, integrou um campo de disputas simbólicas e políticas em torno do sentido social da alfabetização no período.
Citas
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Aceptado 2026-04-30
Publicado 2026-06-24





